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Junta de Freguesia - Tradições

Tradições 


 

Os cantares tradicionais de Mundão, apropriados a determinadas situações do quotidiano, existem em quantidade. Assim, cantada nos campos, no momento das regas, das sementeiras, das sachas, a "Adelaidinha" ficou muito conhecida do povo.
"Ó D'laidinha, Adelaidinha,
Tua mãe s'tá a chamar.
Ai…Ai…Ai…
Eu bem sei o que ela quer,
Ai…Ai…Ai…
Não me deixa namorar.

Não me deixa namorar.
Ela também namorou.
Ai…Ai…Ai…
Minha mãe já não se lembra,
Ai…Ai…Ai…
Do tempo que passou.

Do tempo que já passou,
Do tempo que já lá vai.
Ai…Ai…Ai…
Minha mãe não se lembra,
Ai…Ai…Ai…
Quando namorou meu pai."

Nas desfolhadas, ao anoitecer, ao redor do monte de espigas de milho, contavam-se anedotas e cantava-se"ao toque de uma gaita-de-beiços ou do"strondo" depois de matar a fome com a broa e a sardinha, bebido o vinho(…)"

"Rapazes e raparigas,
cascai as espigas
de noite ao luar.
À noite, ao fim da ceia,
à luz da candeia,
vamos bailar."

"A madrugada lá vem, lá vem,
atrás da serra toda contente,
a dar abraços, a dar beijinhos,
a fazer carinhos a toda a gente.

A toda a gente, a quem quer bem.
A madrugada lá vem, lá vem.

A madrugada lá vem, lá vem.
atrás da serra toda contente,
a dar abraços
a dar beijinhos,
a fazer carinhos a toda a gente.

A toda a gente, a quem adora.
A madrugada lá vai embora."

Nos moinhos, o moleiro e a moleira, ao som da mó, cantavam a "Margarida Moleira":

"Ó Margarida moleira,
Dá-me da tua farinha
Ai…Ai…Ai…
Que a quero peneirar
Ai…Ai…Ai…
Pela nova peneirinha.

Ó Margarida moleira,
Qu'é da outra Margarida
Ai…Ai…Ai…
Ficou no quarto a chorar
Ai…Ai…Ai…
A chorar de arrependida.

Prometi um cacho d'uvas
À Margarida moleiras
Ai…Ai…Ai…
Agora já não lho dou
Ai…Ai…Ai…
Que me secou a roseira."

Os camponeses que iam para o Alentejo, em trabalho, quando voltavam a Viseu traziam de lá cantigas, que depois adaptavam à sua terra, como é exemplo - "Se fores a Elvas".

"Se fores a Elvas, Eu também lá vou
Buscar uma rosa
Que me lá ficou.

(Refrão): Teus olhos são tão lindos.
Teus olhos lindos são!...
Esse teu olhar menina
Cativou meu coração.

à entrada de Elvas,
Eu achei achei
Uma agulha d'oiro
Da filha do rei.

Ó Elvas, Ó Elvas,
Ó penas, ó penas,
Umas são maiores
Outras mais pequenas.

À entrada de Elvas
Achei um dedal
Com letras que dizem
Viva o General."

Aos domingos e nos dias santos, as tardes eram iniciadas com danças de roda no "Terreiro da árvores", no "Adro da igreja":

"Alargai-vos, Raparigas"

"Alargai-vos, Raparigas,
Que o terreiro é estreito.
Quero dar minhas voltinhas,
Quero dá-las a meu jeito.

Anda lá para diante
Qu'eu atrás de ti não vou.
Não me pede o coração
Amar a quem me deixou.

O sapatinho me aperta,
A meia me faz calor.
Meu coração arrebenta
Se não me falas, amor."

Entre essas danças, decorriam momentos de gozo e troça em que os rapazes e raparigas jogavam e cantavam.

"Lá vai o trapalhão pró meio
Só prá roda não andar.
Anda a roda, desanda a roda.
Toma a roda a desandar.

-A menina quer casar comigo?
-Não.

Já lá vai mais um cabaço
Da raiz da cabaceira.
É benfeito é benfeito…
Já não achas quem te queira.
Quem namora s'tá sujeito
A cabaços desta maneira.

Lá vai o trapalhão pró meio
Só prá roda não andar
…………………etc.

(Até que, por fim, só fica a viúva)

-A menina quer casar comigo?
-Quero.

Olha a triste viuvinha
Já achou com quem casar.
Nem ela tem que vestir
Nem o noivo que calçar."

Era também tradição, por ocasião do Entrudo, na quarta-feira antes do Domingo Magro, rapaziada da aldeia escrever, em pedaços de papel, os nomes das raparigas e dos rapazes, que depois metiam num saco, para, posteriormente, os retirarem e escreverem numa lista aos pares. Depois, esta lista era pregada, por volta da meia-noite, na "porteirada" da Casa da Fonte, para que, de manhã, quando as raparigas fossem à fonte, vissem na lista o rapaz que lhes calhava. Era desta forma revelado, na designada "Quinta-Feira das Comadres", o Compadre - rapaz que daria as amêndoas a essa Comadre - rapariga.

Em Mundão realizam-se, em Junho, as festas populares de Santo António.

O traje mais característico desta região data do século XIX e do primeiro quartel do século XX, recolhido na região de Viseu, nomeadamente em Mundão, e é usado pelo Rancho Folclórico de Mundão.
 

  
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